Thursday, December 22, 2011

uma cena de filme

Regresso de uma semana de reuniões na Colombia e no México. O voo de Ciudad de México para NY não está cheio. Ainda bem, porque o meu lugar, o 15F, era na fila da frente da saída de emergência e por isso os assentos irreclinável. Mudei para o 14E, um lugar no meio de 2 passageiros, mas melhor isso do que ter um assento não reclinável. Outros passageiros, que estavam em filas mais traseiras, preferiram vir mais para a frente do avião e alguém se sentou no 15F que eu tinha vagado. Vim a viagem toda a dormitar ou a distrair-me com o iPad. A passageira do meu lado direito, 14F, parecia gripada. E vinha carregada de sono, porque mexia-se e remexia-se na tentativa de encontrar uma posição confortável para adormecer. Ou, pelo menos, foi o que pensei. Só entendi, muito mais tarde, a razão de tanta mudança de posição. Quase no final da viagem, sinto um safanão na minha cadeira. Imaginei que seria um dos passageiros/as de trás a regressar do w.c.. Pensei com os meus botões "Irra, podia ser mais cuidadoso/a". Nisto, a passageira ao meu lado solta um "What the fuck?" e vejo-a a virar-se para trás no assento. Estava ela de joelhos na cadeira dela, lugar 14F, virada para a fila de trás, e eu a ouvir a discussão que se iniciava entre ela e o passageiro do 15F. Sim, o lugar 15F que eu tinha trocado pelo 14E. A discussão mal tinha começado quando ouço a rapariga exclamar, completamente chocada, "Did you just hit me?!! OMG, did you ... did you hit me?!"! Não percebi bem o que ele respondeu, acho que a acusou de lhe ter tocado e que por isso ele tinha reagido com um safanão para afastar a mão dela. Não era nada comigo. Não gosto de cenas, desliguei da cena. Ela virou-se para a frente, voltou a sentar-se, trémula, alterada. Chegou a hospedeira, o que foi o que não foi? A rapariga começa a chorar, lá explica que o homem sentado por trás dela tinha vindo a viagem toda a dar "pontapés" nas costas da cadeira dela e que a gota de água (que, deduzi eu, deve ter sido quando ele regressou do w.c.) a fez virar-se para trás para lhe chamar a atenção e que ele lhe tinha dado um safanão na cana do nariz. A hospedeira nem se preocupou em ouvir a versão dele e tomou logo o partido da rapariga. Perguntou-nos, a mim e ao passageiro à minha esquerda, se tínhamos visto a cena, mas a verdade é que nós estávamos de costas para a fila 15 e não tínhamos visto nada. A hospedeira prometeu à rapariga, que continuava a chorar, que ia falar com o Comandante e que iam avisar a Polícia. Quando aterrámos, ficámos todos confinados aos nossos lugares, não tínhamos autorização para levantar-nos. Ficámos à espera uns 15mn até que entraram seis - seis! - polícias pelo avião dentro. Tinham recebido uma mensagem que dizia que dois passageiros - 15F e 14F - tinham entrado em discussão e que um homem tinha agredido uma mulher. Imagino que uma mensagem do avião para terra não possa ser extremamente detalhada, pelo que a Policia só sabia que eram os passageiros do 15F e do 14F e que um era homem e o outro era mulher. Então, quando os seis polícias entraram no avião e se dirigiram às filas em questão, um dos polícias interpelou o homem no 15F e ordenou, com voz de comando e semblante carregado, "You. Get up. Come with us". A Polícia americana não é cá para brincadeiras. Um dos polícias olhou para mim e disse a outro polícia "It's her. She's Portuguese". What?!? fiquei de boca aberta e meia aturdida. Uma mulher-polícia explicou-me que me reconheciam pela fotografia do passaporte quando tinham analisado a lista de passageiros. What?! Tinham visto a minha fotografia, sabiam que era portuguesa. Tudo isto porque, na lista de passageiros daquele voo, eu estaria no 15F e eles só sabiam que uma mulher tinha sido agredida por um homem e os lugares implicados eram o 15F e o 14F, mas não sabiam quem estava onde. Quando viram o homem sentado no lugar 15F, concluíram que ele era o agressor. E, por exclusão de partes, eu era a vítima porque me reconheceram da investigação que tinham feito quando estavam a preparar a intervenção policial. 15F, 14F, whatever. Fez-se luz no meu cerebrozinho aturdido e lá lhes expliquei que não era eu a vítima, era a passageira ao meu lado. A polícia escoltou os supostos agressor e agredida e depois finalmente pudemos todos desembarcar. Lá fora, pediram-me para ir falar com alguém para clarificar a questão dos lugares. Falei com uma senhora muito simpática, expliquei que o meu lugar original era o 15F e que no início do voo tinha mudado para o 14E e que, evidentemente, um outro passageiro tinha mudado para o meu lugar 15F, a rapariga agredida vinha à frente desse passageiro, no lugar 14F, e a discussão tinha sido entre eles. No meio desta complicada conversa, chegámos à conclusão que podíamos falar português, porque ela era brasileira. No fim já nos ríamos as duas, eu a pedir-lhe que limpassem o meu nome daquela grande confusão, que eu não tinha nada a ver com aquilo. Ao ouvir-me falar português, um dos polícias pergunta-me se eu tinha pelo menos presenciado algo, se podia dar-lhes alguma informação. Em português!! falou comigo em português, português de Portugal!! Respondi-lhe que não, ele voltou ao grupinho de polícias que entrevistavam a suposta vítima, e eu lá segui o meu caminho. Fiquei fascinada, absolutamente fascinada com a cena toda, o aparato policial, a investigação feita em terra antes do avião aterrar, a preparar a intervenção, o facto de terem incluído um polícia português - luso-descendente - porque eu era portuguesa e sabiam lá se eu falava inglês, nada deixado ao acaso, a forma bruta como trataram o suposto agressor, tudo muito exagerado, tudo muito filme americano. Scene 1, take 1, aircraft intervention, action!

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Sunday, June 26, 2011

Chicago, Illinois

Chicago. The Windy City. The 1920s. The gangsters. Al Capone. The jazz. The Loop, downtown Chicago. The ‘L’ train. The Chicago river. The architectural boat tour, by the Chicago Architecture Foundation. Architecture everywhere, anywhere. Oak Park. Frank Lloyd Wright. The Millennium Park. The Jay Pritzker Pavillion, by Frank Gehry. The Cloud Gate, a.k.a. “The Bean”, by Anish Kapoor. The Crown Fountain. The Nichols Bridgeway, by Renzo Piano. The Art Institute of Chicago. The W Downtown. The Willis Tower, a.k.a. mega famous Sears Tower. I wish we had gone to its Skydeck. The West Loop, an up-and-coming trendy neighborhood where we had dinner at the peculiar Girl & The Goat restaurant. The jazz fiasco at the Green Mill, which used to be a hangout for Al Capone and is considered one of the most famous jazz clubs in Chicago. The Chicago Tribune. The Drake Hotel. Oprah. Obama. Lake Michigan. The lake shore turned into beach. The Windy City is not so windy in the Summer. Cocktails and panoramic sunset views of Chicago's skyline, from the top of the Hancock Tower.
Chicago, Illinois. The 4 of us. The start of Route 66.

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Sunday, May 01, 2011

do fundo do baú

Julho 2002

Marrakech, três dias maravilhosos. A Riad onde ficámos hospedados era de charme, em plena Medina. Passeámos pelos souks, à deriva, entre múltiplas solicitações, os Berbères imparáveis, a negociata desenfreada. Especiarias, cestos, jóias, cerâmica, túnicas e babuchas e tudo o mais, numa profusão de detalhes e cores. Aprendemos que deve sempre oferecer-se um décimo do preço que nos pedem. Enfiaram-nos numa loja de tapetes, e quem saiu de lá com um tapete debaixo do braço? Eu ... Os restaurantes cool de Marrakech surpreenderam-nos. Le Fondouk, Comptoir Paris-Marrakech, maravilhosos pátios, fontes de águas sussurrantes, flores e almofadas de todas as cores, comida deliciosa. Temos fotografias repetidas, das ruelas, dos mercados de rua, do ocre das casas, das tanneries com os seus tanques de tingir as peles de animais. É pena não ter podido gravar os sons e os cheiros. Como o aroma do omnipresente chá de menta. E a Praça Jemaa el Fna, coração de Marrakech, um formigueiro de gente, um baú de tesouros, com contadores de histórias, bancas de comidas a fumegar de aromas vários, cartomantes, músicos e bailarinos, encantadores de cobras, artistas das tatuagens com hena, domadores de macacos, turistas e locais, curiosos que se cruzam em círculos indefinidos, passos e caminhos repetidos, ambiente de mil e uma noites. Lembro-me do livro O Príncipe Árabe. Adoro ouvir o almuadem a chamar para a oração, cinco vezes ao dia ecoa esse longo apelo. O chamamento do almuadem ecoa melódico do alto do minarete e todos os passos se dirigem à mesquita onde os muçulmanos se encontram para rezar. E o pôr do sol na praça, uma luz inesquecível, dourada e rosada, os fumos das bancas de comida em espirais coloridas pelo sol poente. A magia de Marrakech na Praça Jemaa el Fna.

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Friday, April 01, 2011

o regresso a NY

Onde é que eu ia, no meu relato? Ah! sim, o fim-de-semana em Buenos Aires e depois o regresso a NY. O regresso a NY foi atribulado. I told you ... Lei de Murphy! Então, voltando ao enredo ... depois das reuniões de 2a-feira, fomos para o aeroporto. O meu colega tinha um voo com a American Airlines. Eu tinha voo com a TAM. Flying to NY, via São Paulo. Voo nocturno. Chegada prevista a NY na 3a-feira às 7h30 da matina. E estava tudo super planeado para 3a-feira, land in NY, go home, shower, go to office, have dinner at Buddakan with colleagues, go back home, sleep in my bed, wake up, it's Wednesday, prepare another suitcase, go to airport, para voo na 4a-feira de manhã, para as Bermudas. Segunda-feira, terça-feira, quarta-feira ... estava tudo encadeado, tudo lindamente orquestrado, para eu chegar às Bermudas na 4a-feira. Quer dizer ... that was the plan, era o que estava previsto! Do you want to know what happened? Stay tuned!

- to be continued -

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Thursday, March 31, 2011

in Buenos Aires

Por força do cansaço, o Sábado passou e foi-se, não consegui arrastar-me para fora do Hotel. Não fiz nada a não ser vegetar, ver televisão, navegar no iPad. E mal sabia eu o que ainda me esperava nesta atribulada viagem! Mas, antes de começar a desfiar mais contas no rosário das atribulações da viagem, detenho-me um pouco em Buenos Aires. Em Buenos Aires, a ferrovia subterrânea leva o nome de Subte. Cada cidade parece ter um nickname para a sua rede metropolitana, le métro, the subway, U-Bahn, the underground, T-bana, the tube ... Admito que estes detalhes urbanos não pareçam dignos de nota, mas gostei especialmente do nome do sistema metropolitano de Buenos Aires. É que, pensando em português, a palavra parece um convite, ou uma ordem ... sobe! vem! Subte! Em Buenos Aires, abundam os cafés. Fazem parte da cultura local, estão sócio-culturalmente embrenhados na cidade. Os cafés mais emblemáticos encontram-se ao longo da Avenida Corrientes. Por Corrientes, desde la avenida Callao y hasta la calle San Martín abundaron los cafés con sabor a tango, a política y disquisiciones psicologistas, a conquistas y engaños, y a todo tipo de movidas artísticas. La bohemia porteña se dio cita a lo largo y a lo ancho de esta avenida, pletórica de ilusiones y anhelos. En los distintos cafetines se pronunciaron panegíricos manifiestos acerca de la libertad y los intelectuales de la época evocaron con gran lirismo la autenticidad del alma artística, alejada de los hábitos burgueses y de la mediocridad. Em Buenos Aires, os argentinos falam castellano com cadência italiana. Em Buenos Aires, fui visitar o MALBA - Museo de Arte Latinoamericano de Buenos Aires. Entrei no subte na Plaza de Mayo, onde está a Casa Rosada, e saí na estação de Bulnes, caminhei pelas ruas quietas de Domingo, parei num café de bairro para un tostado. As pessoas faziam fila para os gelados, que têm muita fama em Buenos Aires. Arrependo-me de não ter provado os gelados. Na próxima viagem, provo os gelados. Aposto que vou gostar do gelado de dulce de leche. Quero voltar a Buenos Aires, cidade dos porteños. Lá estarei, para mais um fim-de-semana, na próxima Primavera. Não a nossa, a deles. A Primavera do hemisfério Sul. É sem dúvida a época mais linda para visitar Buenos Aires. Outubro. Novembro. Novembro, lá estarei.

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Wednesday, March 30, 2011

Carrasco

Foram 6 horas, para 30 minutos de voo. Façam as contas ao post anterior. Pensavam que a história acabava no embarque de Montevideu para Buenos Aires? Pues que no! Porque as leis de Murphy dizem que se algo pode dar errado, dará errado da pior maneira, no pior momento e de modo a causar o maior estrago possível. OK, claro, estou grata pelo avião não se ter espatifado no Río de la Plata ou na pista. OK, pronto, aterrámos em Buenos Aires sãos e salvos, perto das 10h da noite. Mas é que esperei 4 horas por um voo de 30 minutos. E, para a noite de 6a-feira ficar completa(mente arruinada) ... não havia um único táxi no aeroporto! Chegados a Buenos Aires, tivemos que esperar 1 hora por um táxi que nos levasse ao Hotel. Estava acordada desde as 5h30 da matina, tive um dia longo, muito longo. Para um voo de apenas 30 minutos, a viagem demorou mais de 6 horas. Do aeroporto de Montevideu, Carrasco, e não estou a inventar, nem a destilar sarcasmo, é mesmo Aeropuerto Internacional de Carrasco, pois, dizia eu, do carrasco Carrasco até chegar ao Hotel em Buenos Aires, passaram 6 horas. Foram 6 horas, para 30 minutos de voo. Chegámos ao Hotel já perto da meia-noite, esgotados pelas horas de espera. E mal sabia eu o que a viagem ainda me reservava!
- to be continued -

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Tuesday, March 29, 2011

Viagens

Levantei voo na 3a-feira, há duas semanas. Tanta viagem e tanta atribulação, nestas duas semanas. Aterrei em Buenos Aires na 4a-feira. Durmo muito mal nos aviões. Mesmo viajando em business class, com todos os confortos, durmo muito mal. Porque, como sabem, não gosto de aviões. Atravessa-se uma pequena turbulência e desperto do meu sono pouco profundo. Agarro-me à almofada e, no torpor do sono, tenho pesadelos. A cadeira não ajuda, não encontro posição. Enfim, durmo muito mal nos aviões. Aterrei em Buenos Aires, cheguei ao Hotel perto das 3h da tarde. Encontrei-me com o meu colega, que tinha chegado mais cedo. Fomos comer un tostado. Un tostado es un sándwich de miga que se tuesta hasta que sus tapas de miga queden doradas y crocantes. Es típico de la gastronomía argentina. El más común es el tostado de jamón y queso. Em suma, é como a nossa tosta mista. Mas melhor, porque é mais delicado. Quando descobri, há 2 anos, que podia comer tostas mistas em Buenos Aires, foi uma alegria! O croque-monsieur de Bruxelas não era bem a mesma coisa que a nossa tosta mista. O tostado de Buenos Aires, sim. E depois, fui afundar o meu cansaço no Hotel. No dia seguinte, reuniões em Buenos Aires. E na 6a-feira, reuniões em Montevideu. E foi no regresso de Montevideu que começaram os percalços.
- to be continued -

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Monday, October 25, 2010

Sábado com sabor carioca

E depois de uma semana de reuniões e aviões, entre São Paulo, Brasília, São Paulo, Rio, chegou finalmente a sexta-feira.
E sexta-feira à noite foi de chope, para descomprimir.
No Sábado, acordei cedo. A primeira coisa que fiz foi abrir as cortinas e escancarar as janelas, para uma vista maravilhosa de toda a curva de Copacabana. Praia, calçadão e avenida, em curva abençoada. O sol brilha. O horizonte é o encontro do azul do céu e do azul do mar. O calçadão vai ganhando vida, gente que corre, gente que vem de bicicleta, gente passeando cachorros. O areal pontilhado de cariocas matutinos, aproveitando as benesses do tempo. É anúncio de Verão, pois o hemisfério Sul ainda agora está saindo do Inverno.
Neste Sábado, troquei o Leme pela minha favorita Ipanema. Peguei um táxi. Me deixe na esquina da Vinicius de Moraes com a Visconde de Pirajá. Aí parei no Kioske dos Sucos, para um suco de melancia. Atravessei a rua e tomei um café na Padaria Martinica. Fui seguindo a Visconde de Pirajá, passando pela Praça de Nossa Senhora da Paz. Passei no Gilson Martins. Foi um erro estratégico. Me perdi, me arruinei. Me perdi de amores por um quadro da colecção Corpo do Cristo. O cartão de crédito saltou da bolsa sem me dar tempo a repensar. Deixei o quadro na loja, para recolher no final da tarde. Uns passos mais à frente, dei com a loja da Francesca Romana Diana e saí de lá com um colar da nova colecção. Socorro, meu cartão de crédito está com soltura! Fui fazer as unhas, para ver se dava uma parada no cartão. E, essencialmente, porque não há nada como a manicura brasileira. Almocei no Armazém Devassa. Tudo sem sair da Visconde de Pirajá. É que não deu tempo de explorar Ipanema mais amplamente. Voltei para o Gilson, para pegar o meu quadro. Regressei ao Leme. Sentei numa das esplanadas no calçadão, curtindo uma água-de-coco, folheando a Veja, olhando a garotada jogando futebol na praia. Voltei para o Hotel e resolvi não sair mais. Vai que dava com a H. Stern, com aquele anel e aqueles brincos ... que perigo!! Nem pensar! Fiquei no Hotel até chegar a hora de rumar ao aeroporto. E a TAM me trouxe de volta a NY.

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Sunday, October 24, 2010

quinta-feira à noite

Abro as janelas. Olho lá para baixo. Detenho o olhar nas primeiras ondas, calcetadas em branco e negro basalto. Abarco o areal. E depois as outras ondas, as do mar, que se desfazem em espumas brancas iluminadas pelos holofotes da praia. Leme e Copacabana. Rio de Janeiro. O ruído do trânsito na Avenida Atlântica sobrepõe-se ao enrolar das ondas. Pondero dormir de janelas abertas, mais cedo ou mais tarde o trânsito haveria de espaçar. E entraria no quarto o ribombar das ondas do mar. Mas o Verão ainda agora se estreia no hemisfério Sul, as noites ainda não são tropicais. Fecho as janelas. Não importa. Com Verão ou sem Verão, tenho dois dias na Cidade Maravilhosa. Ate Sábado, posso ser carioca.

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Wednesday, September 29, 2010

Viagens

I love NY. Não me canso de repetir. Adoro a minha vida em NY. However ... razões de ordem profissional afastam-me de NY mais vezes e por mais tempo do que é razoável. Ou desejável. Analiso o meu calendário de Setembro a Dezembro, sobra-me pouco tempo em NY. Acompanhem-me - de 10 a 19 de Setembro, Bruxelas - de 25 de Setembro a 1 de Outubro, Santiago do Chile e Bogotá - de 7 a 11 de Outubro, Oviedo - de 18 a 24 de Outubro, São Paulo, Brasília, Rio - de 6 a 11 de Novembro, Bahamas - de 21 a 30 de Novembro, Santiago do Chile, Buenos Aires, Brasília, São Paulo, Lima, Panamá city, México city - de 17 a 30 de Dezembro, Porto. E assim num abrir e fechar de olhos, ou num abrir e fechar de malas, estamos em 2011. O que me vale é que a extensão do meu assignment em NY foi aprovada e fico nesta cidade até Fevereiro/Maio de 2012. Mais ano e pico para aproveitar NY. Com menos viagens e mais espaçadas, espero! give me time to loooove NY!

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