Monday, October 25, 2010

Sábado com sabor carioca

E depois de uma semana de reuniões e aviões, entre São Paulo, Brasília, São Paulo, Rio, chegou finalmente a sexta-feira.
E sexta-feira à noite foi de chope, para descomprimir.
No Sábado, acordei cedo. A primeira coisa que fiz foi abrir as cortinas e escancarar as janelas, para uma vista maravilhosa de toda a curva de Copacabana. Praia, calçadão e avenida, em curva abençoada. O sol brilha. O horizonte é o encontro do azul do céu e do azul do mar. O calçadão vai ganhando vida, gente que corre, gente que vem de bicicleta, gente passeando cachorros. O areal pontilhado de cariocas matutinos, aproveitando as benesses do tempo. É anúncio de Verão, pois o hemisfério Sul ainda agora está saindo do Inverno.
Neste Sábado, troquei o Leme pela minha favorita Ipanema. Peguei um táxi. Me deixe na esquina da Vinicius de Moraes com a Visconde de Pirajá. Aí parei no Kioske dos Sucos, para um suco de melancia. Atravessei a rua e tomei um café na Padaria Martinica. Fui seguindo a Visconde de Pirajá, passando pela Praça de Nossa Senhora da Paz. Passei no Gilson Martins. Foi um erro estratégico. Me perdi, me arruinei. Me perdi de amores por um quadro da colecção Corpo do Cristo. O cartão de crédito saltou da bolsa sem me dar tempo a repensar. Deixei o quadro na loja, para recolher no final da tarde. Uns passos mais à frente, dei com a loja da Francesca Romana Diana e saí de lá com um colar da nova colecção. Socorro, meu cartão de crédito está com soltura! Fui fazer as unhas, para ver se dava uma parada no cartão. E, essencialmente, porque não há nada como a manicura brasileira. Almocei no Armazém Devassa. Tudo sem sair da Visconde de Pirajá. É que não deu tempo de explorar Ipanema mais amplamente. Voltei para o Gilson, para pegar o meu quadro. Regressei ao Leme. Sentei numa das esplanadas no calçadão, curtindo uma água-de-coco, folheando a Veja, olhando a garotada jogando futebol na praia. Voltei para o Hotel e resolvi não sair mais. Vai que dava com a H. Stern, com aquele anel e aqueles brincos ... que perigo!! Nem pensar! Fiquei no Hotel até chegar a hora de rumar ao aeroporto. E a TAM me trouxe de volta a NY.

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Tuesday, May 04, 2010

viagem grande, post longo

Foram duas semanas em viagem. Santiago de Chile, Buenos Aires, Montevideo, São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro.
Entre despertares madrugadores, reuniões atrás de reuniões, táxis e aeroportos, também houve tempo para alguns momentos turísticos. Como o café con piernas em Santiago de Chile.
O bife argentino no restaurante Cabaña Las Lilas, em Puerto Madero. Mi Buenos Aires querido ...
O Mercado Municipal em São Paulo. Mercadão. Todas as frutas do Brasil, numa explosão de cores e sabores. E o Terraço Itália, com a sua vista 360° da megalópole paulistana. Vista privilegiada, por exemplo, para o edifício COPAN - um dos símbolos da arquitectura moderna brasileira, projecto de Óscar Niemeyer.
E compras, claro. Fizemos uma breve incursão à Rua Óscar Freire, para compras. A loja das melissas, espectacular. Calcei dezenas de melissas, os sapatos e sandálias de borracha mais bem cheirosos do mundo! Apaixonei-me pelos modelos dos irmãos Campana e do Alexandre Herchcovitch, lindos, lindos!! Mas depois lembrei-me das fabulásticas melissas Vivienne Westwood que comprei da última vez, no Rio, e que não consigo usar porque me podem os pés! Tenho pés difíceis, what can I do? ... Desta vez, consegui sair da loja sem comprar um único par. Para compensar, na outra catedral da borracha, menos cheirosinha mas igualmente charmosa, comprei nada menos que 5 pares. Havaianas, claro! Incluindo umas havaianas com as cores da selecção nacional portuguesa. Já que não posso ir à África do Sul, pelo menos posso assistir aos jogos com Portugal no coração ... e nos pés!
Houve um momento de comoção quando polícia e guarda-costas interromperam o trânsito na Óscar Freire, com grande aparato de segurança em redor de uma limousine. Imagino a troca de palavras dentro da limo: Moço! ... (pois não, senhora?) ... Pare aí, sim, aqui, é rapidinho, não demoramos não, queremos só ver um modelinho que a Wafaa gostou ali numa vitrina. Saíram duas ilustres da limo, entraram na loja, voltaram de mãos a abanar. Afinal, parou-se o trânsito para nada. Wafaa Suleiman (Primeira-Dama do Líbano) e Dilma Rousseff (Ministra-Chefe da Casa Civil no Governo de Lula e afirmadíssima candidata às eleições presidenciais de Outubro) às compras em São Paulo. Como nos saiu a Primeira-Dama do Líbano em vez da Rainha Noor da Jordânia, não fotografei.
Aparte os jantares em botecos animados, de picanha na chapa e chopes geladinhos, e cafés-da-manhã com sucos naturais e frutas saborosas, também aproveitámos para jantar no rooftop do Hotel Unique, no bar restaurante Skye. A melhor vista para a Avenida Paulista, coração da selva de pedra.
Em Brasília, onde já estive várias vezes sem nunca ter visto nada de nada, pedimos ao taxista para fazer o caminho longo para o aeroporto, pelo Eixo Monumental. Passámos a magnífica Catedral, continuámos pela Esplanada dos Ministérios. Fascinou-me o Congresso Nacional - sobre um bloco-plataforma horizontal encontram-se dispostas uma semi-esfera à esquerda (assento do Senado), uma semi-esfera à direita (assento da Câmara dos Deputados) e, entre ambas, duas torres gémeas de escritórios (o chamado "Anexo 1"), que se elevam a cem metros de altura. O conjunto é visualmente impressionante e tornou-se emblema da capital do Brasil. Também de destaque, pela sua beleza arquitectónica, o Palácio do Planalto, o edifício do Supremo Tribunal Federal, o espaço e as esculturas na Praça dos Três Poderes. Passámos ainda pelo Palácio da Alvorada, residência oficial do Presidente da República, actual morada de Lula da Silva. Atravessámos a fabulosa Ponte JK (de Juscelino Kubitschek), para a margem sul do Lago Paranoá, e demos uma voltinha pelo bairro Lago Sul. É o bairro com o segundo maior número de piscinas por habitante do mundo. Dizem também que o bairro Lago Sul tem o mais alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do mundo. Pela amostra que vi de mansões e mansardas, acredito piamente. Brasília, capital federal, vista de táxi a caminho do aeroporto.
No Rio de Janeiro, Hotel em Copacabana. Eu conheço bem a cidade maravilhosa, mas a colega que viajava comigo nunca tinha estado no Brasil e ansiava pela chegada ao Rio. Infelizmente, ela ficaria apenas um dia. Por isso escolhi um Hotel em Copacabana. E por isso o simpático Anderson, no check-in, nos ofereceu um upgrade para as Executive Suites de 72 m² no 28° andar. Por uma noite, morei num apartamento na Avenida Atlântica. Inesquecível, a vista em curva feita de calçadão, areia e mar, de Leme a Copacabana.
As reuniões terminaram na 5a-feira às 14h00. Eu tinha pedido a 6a-feira de férias, para aproveitar 6a-feira e Sábado no Rio de Janeiro. Do apartamento em Copacabana, mudei-me para o apartamento da minha família carioca em São Conrado. Descompressão, relax. O breve fim-de-semana no Rio incluiu o show Beatles Num Céu de Diamantes. Passeámos em Ipanema, o meu bairro favorito no Rio. Acalento a fantasia de ter um apartamento em Ipanema, morar entre a Lagoa e o mar. Acalento um sonho que nunca vai passar disso mesmo, fantasia, quimera. Fomos ver uma exposição de António Dias na Casa de Cultura Laura Alvin. António Dias Sem Pudor não me entusiasmou. Valeu-me o apple martini no bar do Fasano para salvar o fim de tarde. No Shopping Fashion Mall, no banheiro, dei de cara (ou deveria dizer de bunda?) com a Malu Madder. Está igualzinha ... gente! os anos passam e os actores de novela não mudam!
E depois da chuvinha e do nevoeiro que entristeceram o Rio na 5a e na 6a, o Sábado presenteou-nos com um sol decidido e um céu azul irrepreensível. Passeio de escuna pela baía de Guanabara e almoço no tradicional Shirley no Leme.
A estadia no Rio de Janeiro foi breve, curta, rápida. Sábado à noite, voo TAM, regresso a NY.
E é assim, viagem grande, post longo. Para mais tarde recordar.

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Wednesday, January 20, 2010

Travel Log - Lima-Bogotá-Caracas - diário de viagem de trabalho

Segunda-feira passada, trabalhar de manhã, sair cedo para o aeroporto, NY-Lima, voo longo, chegar a Lima pelas 23h00. A cidade vislumbrei-a apenas de relance, de dentro do táxi, do fundo do meu cansaço, no caminho entre o aeroporto e o Hotel. Check-in, deitar muito depois da meia-noite, e já é Terça-feira, acordar às 6h30, reuniões, aeroporto, voo Lima-Bogotá, chegar a Bogotá pelas 17h00. Ufa, umas horas de sossego, sem reuniões. O Hotel, fantástico, um consolo, para compensar das poucas horas de sono da noite anterior. Surpreendeu-me Bogotá. Inesperadamente interessante. Para além disso, convém não esquecer, Bogotá é cidade com alto índice de criminalidade. Mas não na Zona T. Nessa primeira noite, fomos explorar a Zona T e Tenho a dizer que muito agradável, lojas alternativas, restaurantes, galerias de arte, buenísimo! No dia seguinte, Quarta-feira, reuniões atrás de reuniões, ainda pensei que ia conseguir visitar o Museu Botero na curta hora de almoço, mas não houve tempo. Nessa noite, jantar no indescritível Andres DC. Talvez o website do outro restaurante do Andres - Andres Carne de Res - vos renda uma pequena ideia do fabulástico espaço. E no dia seguinte, Quinta-feira, madrugar, madrugar. Alvorada às 4h45, para o aeroporto, voo Bogotá-Caracas, chegar a Caracas ao meio-dia, fazer o check-in no Hotel e sem demoras partir para uma tarde de reuniões. Mais uma vez, o Hotel serviu de consolo. O jantar foi só um petisco, no rooftop do Pestana Caracas. Pois depois de ter madrugado em Bogotá, impunha-se um recolher obrigatório, e fui dormir ainda não eram 22h00. Sexta-feira, mais reuniões. E às 14h00 ... liberdade! O meu weekend em Caracas começou cedo, portanto. As viagens de trabalho têm as suas compensações. À noite, subida em teleférico ao Ávila. Parque Nacional al Ávila, la mayor bendición que tiene la Ciudad de Caracas. Empresta uma beleza verde à cidade de cimento armado, é monumento natural, é pulmão da urbe de betão, e separa Caracas do mar. No teleférico, a angústia das alturas e das falhas técnicas a fazer-me suar as palmas das mãos. Mas valeu a pena ver Caracas lá do alto. No Sábado, passeio por vários sectores da cidade, almoço familiar, algum shopping e uma ida ao teatro. En pelota. Eu não! Nem a actriz, apesar do nome da peça ser “Tania en Pelota”. Mas afinal era tudo sobre o baseball. A bola, la pelota. Pois é, parece que no País do ¡Socialismo o Muerte! ainda não conseguiram erradicar o baseball. O desporto nacional é piti-yankee até não poder mais! PITIYANKEE es la nueva palabra de moda en Venezuela desde noviembre del 2008, por el Presidente Venezolano Hugo Chávez. Su significado es 1.- la personas que tienen tendencias Norte Americanas contrarias a sus orígenes y cultura; 2.- amantes de los Yankees. Frases posibles: aquí hay piti-yankee, no seas piti-yankee, para que queremos yankee si tenemos piti-yankee, tu eres piti-yankee, mi novia es piti-yankee, mira esos zapatos piti-yankee. Então, Chávez? E o baseball, hein? Oops, cala-te boca, que qualquer dia ele decide mesmo impedir o baseball, nunca se sabe! Mas voltando à “Tania en Pelota” ... a meio do seu monólogo em jeito quase stand-up comedy, a actriz foi aplaudida com um furor desmedido quando improvisou uma graçola aos cortes de electricidade que Hugo Chávez ensaiou nas últimas semanas. Eu, que quase perdi uma reunião por causa dos cortes de electricidade, ri e aplaudi como uma verdadeira venezuelana. Foi no Sábado, no teatro, que vivi Caracas mais de perto. No Domingo, madruguei outra vez, a sério, tive que acordar às 5h00, aeroporto, voo Caracas-Houston-NY, o dia inteirinho entre aviões e aeroportos e chatices com o Officer Jimenez da US Customs and Border Protection. Valeu-me ontem ser feriado, para descansar. Mas estrago tudo hoje, ao ficar acordada até tão tarde a escrevinhar um longo post desinspirado e desenxabido. Para mais tarde recordar.

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Monday, June 15, 2009

de Sábado a Sábado

Querido diário,
Os meus primos chegaram no Sábado passado, para uma semana de NY. No Domingo, ofereci-lhes o meu signature tour: visita guiada por Nolita, East Village e Lower East Side. Brunch no The Smith com o gang. Festa na penthouse do Rivington. Été d’Amour lounge party. Fotografias da penthouse e do rooftop aqui. Na 2a-feira, jantar no Balthazar, uma instituição nova-iorquina. Rooftop do 60 Thompson, cosmopolitans com vista para o Empire State Building. Na 3a-feira, jantar de aniversário no Emporio. Na 4a-feira, encontro Star Tracker no 230 5th rooftop garden. O ambiente neste rooftop não é dos mais interessante, o espaço é essencialmente alugado para eventos de empresas. Mas as vistas compensam sobejamente. E assim foi mais uma noite de cosmopolitans, com vista para o skyline. Midtown. Manhattan pura e dura. Na 5a-feira, festa do escritório. E na 6a-feira, um jantar que seria em petit comité era afinal uma surprise party para mim. Amigos e champagne no rooftop. E a cidade sempre presente. No Sábado, passeio de despedida com os primos. Em Greenwich Village, um pequeno momento Sex and the City no nr. 66 de Perry Street. A rua que era filmada para representar o endereço da Carrie Bradshaw. Cupcakes na Magnolia Bakery e mais shopping na Bleecker Street. O relato de Sábado a Sábado culmina com um jantar indiano, mas já sem os primos. E mais shopping no Domingo.
Amanhã começa outra semana de trabalho e viagens. Estou em Toronto de 4a-feira a Domingo. Depois dou notícias.
Boa semana para todos!
Sinapse

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Thursday, May 07, 2009

NY secrets

É a pé, caminhando, calcorreando, percorrendo e palmilhando ruas e avenidas, é assim mesmo que melhor se conhece NY. Recomendo, a quem passar por NY, incluir a Bond Street no roteiro. E não deixem de entrar nesta loja, para se deliciarem com os perfumes e as velas e as alusões às diferentes neighbourhoods que são a essência de NY.

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Monday, March 16, 2009

Miami vice

Miami Beach. South Beach. Ficou-me a vontade de regressar. Miami vice. O vício da arquitectura art deco. O vício do clima de Verão em Março. O ambiente relaxado de praia, havaianas e bikini, em contraste com a sofisticação da noite. Na verdade, a noite pode ser hype, cool ou plastic fantastic, há para todos os gostos. Eu cá gostei do rooftop do Hotel Gansevoort. E da esplanada do The Tides, que dá para a Ocean Avenue mas fica convenientemente recuada do constante movimento da avenida. Aqui me despeço de Miami, ao som de um mix de música lounge, ao sabor de uma Peroni. Ainda de havaianas, bem longe do Inverno.

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Wednesday, July 30, 2008

Boston, Massachussetts

Passámos o fim-de-semana em Boston. Houve incursão a alto-mar para observação de baleias. Uma autêntica caça às baleias, mas sem arpões. Todos artilhados de máquinas fotográficas. Só aqui a vossa Sinapse levava duas - uma compacta metida a jeito no bolso dos calções e uma SLR digital com uma lente AF 70-300 a pesar no pescoço. Fotografias em breve num blog perto de si.
E depois desse momento National Geographic, o regresso a terra foi coroado com um almoço no
Chart House. O marisco abunda em Boston, encontra-se um seafood restaurant em cada esquina, sendo a lagosta a rainha da festa. O Chart House ocupa um edifício que data de 1760 e que em tempos idos serviu de escritório a John Hancock. John Hancock é um dos nomes ligados à Guerra da Independência. E se isso não bastasse, ficou também nas histórias da História pela forma como assinou a Declaração de Independência ... com uma assinatura garrafal.
O fim-de-semana em Boston foi recheado de História: o massacre de Boston, a revolução do chá, a batalha de Lexington e Concord e a famosa cavalgada de Paul Revere, se falhasse o aviso the British are coming, the British are coming recorreriam aos sinais de lanterna one if by land, two if by sea, a batalha de Bunker Hill, a Declaração de Independência, ...
Além do tour geral da cidade, passeámos demoradamente pelos bairros históricos de Beacon Hill e Black Bay - um passeio que transporta ao século XIX e faz voar a imaginação.
Boston é História, Boston é arquitectura vitoriana, Boston personifica a elegância de New England, Boston é ponto de partida para belos passeios pelo estado de Massachussetts que conta com uma costa recortada e pontilhada de ilhas e ilhotas e inclui as famosas estâncias de Cape Cod e Martha's Vineyard ... e Boston também é isto:

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Tuesday, June 17, 2008

México!

No México, estivemos em Playa del Carmen e em Tulum.
Playa del Carmen poderá vir a ser a próxima Cancún (blargh, cruzes credo canhoto). Está naquela fase de contrato de promessa de compra e venda. Mas se não houver um esclarecido poder público a servir de travão, assinar-se-á de vez a venda da alma do lugar ao diabo do desenvolvimento desenfreado.
Mas para já ... aqui ficam alguns destaques.
Para uma experiência diferente, é obrigatório passar um dia no Mamita's Beach Club ... puro luxo, na praia! *
Também em grande destaque, o Hotel Deseo. Palavras para quê? Vejam as imagens! OK, o preçário pode não apelar ao deseo das nossas bolsas ... mas não é preciso ser hóspede para ir espreitar o bar e a piscina ... é vir da praia, o corpo tostado por um dia de sol, os bikinis molhados e as havaianas cheias de areia ... subir as escadas de pedra, virar à esquerda ... sentar nos sofás brancos, pedir uma margarita de tamarindo ... e esperar pelo pôr-do-sol!
Antes de jantar, um cocktail no
Hotel Básico ... que de básico não tem nada!
Do outro lado da rua, quase em frente ao Básico, está o Babe's Noodles. É entrar no restaurante sem preconceitos ... tem um nome gringo, que tem ... e tem ar de tasca, de boteco ... mas tem uma cozinha excelente! Na esplanada, convém não ficar em nenhuma das duas mesas que dão para a cozinha ... o calor é infernal, verdadeiramente dantesco!
Para uma incursão aos sabores da região maya, o melhor restaurante é o Yaxche. Para provar um pouco de tudo, recomendo a entrada combinada - no menu esta opção vem designada como Moloch, uma combinação de boxito, pibxcatic, tsotolbilchay, nal, tsic. Maravilhoso!
Para as compras, ora pois ... Playa del Carmen também tem uma 5th Avenue. Não ... a sério! ... a rua principal de Playa del Carmen chama-se 5a Avenida ... onde se encontram as lojas, as esplanadas, os restaurantes, os bares ... pela 5a Avenida desfilam locais e turistas, na caloraça do dia e na humidade da noite, num ambiente de praia informal e relaxado!
Mudemos de registo e avancemos para Tulum.
Tulum é a antítese de Playa del Carmen. Para (tentar) descrever Tulum - de forma muito básica, quase gráfica - eu diria que Tulum é uma longa fila de pequenos hotéis e pousadas que se sucedem uns aos outros numa extensão de alguns quilómetros sempre em paralelo ao mar. O acesso faz-se por uma estrada irregular. E dum lado da estrada, em cima da praia, estão os hotéis e as pousadas - do outro lado da estrada, os manguezais. Os manguezais são ecossistemas costeiros de transição entre ambientes terrestres e marinhos - nestes terrenos impregnados pela água do mar crescem diversos tipos de árvores especialmente adaptadas à salinidade do mar, e essas árvores servem de barreira natural face a grandes tempestade e furacões. Por isso tem-se verificado nos últimos anos, em muitos países de climas tropicais e subtropicais, um investimento no sentido de proteger estes espaços naturais. Os manguezais em Tulum são área protegida. Espera-se que isto mantenha Tulum mais longe de vender a sua alma ao diabo!
Todos os hotéis e pousadas são de construção baixa (é proibido construir em altura) e de pequena dimensão, não mais de 6 ou 8 quartos. Recomendo o hotel Ocho Tulum. Fiz quilómetros de praia durante os 3 dias que estive em Tulum e posso dizer que a praia do Ocho Tulum é uma das melhores, se não a melhor! Atente-se no detalhe - o Ocho Tulum define-se como eco-sensitive e não como eco-resort. Quase todos os hotéis e pousadas de Tulum são eco-sensitive e muitos deles são verdadeiramente ecológicos - eco-resorts. Os eco-sensitive denotam preocupação ecológica mas ainda assim oferecem aos seus hóspedes a comodidade da electricidade e água quente. **
Seja qual for o hotel ou a pousada, vale a pena pedir uma cabana virada para o mar ... abrir as portadas e estar assim directamente na praia a 3 passos do mar ... amplia a sensação de relaxamento total!
O restaurante do Ocho Tulum não é digno de nota. Mas caminhando pela praia, nas calmas, entre um banho de mar e outro, fazem-se uns 3 ou 4 quilómetros e encontram-se pelo caminho vários restaurantes ... No Ana y José comi uma ceviche de camarão ... inesquecível! Vale a pena explorar, porque quase todos os hotéis têm restaurantes agradáveis! Para jantar, adorei a Posada Margherita ... a Pousada pertence a italianos e o restaurante serve pasta artisanale ... mamma mia, que cosa buona!
O pueblo de Tulum - que conta com uma ou outra loja e um restaurante afamado que estava fechado durante a nossa estadia - fica no interior, a uns quilómetros da praia. Perfeitamente dispensável!
Mas há uma visita turística obrigatória: as ruínas mayas de Tulum. A cidade maya de Zamá, depois rebaptizada de Tulum pelos espanhóis, ocupa um promontório com uma vista privilegiada para as águas turquesas do mar das Caraíbas. Foi uma das últimas cidades a ser abandonada, depois da ocupação espanhola da Península do Yucatán.
Tulum é para desligar completamente, aproveitar o silêncio, entregar-se à falta de movimento, apanhar sol e dormitar, caminhar pela praia, ouvir o mar ... relaxar, muito!
* desenvolvimento desenfreado seria todas as praias apresentarem-se assim, não?
** não é que a água quente faça muita falta ...

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Thursday, June 05, 2008

Querido diário

Querido blog,
Estou na praia. O mar turquesa, o marulhar das ondas, a música lounge, os camarones e a cerveza Sol. Playa del Carmen, México. Depois poderás ver algumas fotografias no
Postais de NYC.
Enquanto olho o mar, penso em tudo o que preencheu os meus dias neste último mês.
No fim-de-semana do 25 de Abril, saímos de NY na sexta-feira ao fim do dia em direcção a upstate NY. Parecíamos a família Little Miss Sunshine - éramos 8 adultos, um bebé e uma pit bull, todos ao monte na van alugada.
Manhattan ia ficando para trás, cada vez mais pequena no espelho retrovisor, o pôr-do-sol no Hudson devolvia-nos brilhos dourados, e assim iniciámos a nossa road-trip às Catskill Mountains.
O Sábado começou com uma caminhada na floresta local - escolhemos uma trilha fácil, para duas horas de hiking. Depois fizemo-nos à estrada, para explorar a região. Visitámos a antiga capital do Estado de NY - Kingston - uma cidade muito histórica ... na medida americana de História. O plano inicial previa visita e almoço numa das muitas vinhas da região, mas as quintas estavam todas fechadas (reabertura no Outono). Acabámos por almoçar numa antiga
brewery local - beer tasting em vez de prova de vinhos!
No verdadeiro espírito road-trip, escolhemos sempre estradas locais, passámos por pequenas localidades, para uma incursão mais real no countryside americano.
E o countryside americano tinha algumas surpresas na manga, como o restaurante Peekamoose. O inesperado Peekamoose pertence a um casal nova-iorquino. Devin e Maribeth Mills sempre estiveram ligados a restaurantes de renome, tais como o famoso Gramercy Tavern que já foi considerado um dos melhores restaurantes de Manhattan. O casal decidiu abandonar a vida de cidade e abrir o seu próprio restaurante. O Peekamoose está muito bem pensado em termos de espaço e a comida é de uma qualidade excelente. Recomenda-se!
No Domingo, saímos cedo para poder turistar antes do regresso a Manhattan. Se a nossa van fosse uma Volkswaggen, teríamos feito o maior sucesso em Woodstock! Em Woodstock os ecos do passado estão presentes em todas as lojas na mais diversa memorabilia - t-shirts do Festival de Woodstock, Bob Marley, Janis Joplin, marijuana, psicadelia, carrinhas Volkswaggen pintadas com as cores do arco-íris. A cidadezinha é muito pitoresca, valeu a pena a visita. Seguimos viagem e almoçámos numa quinta de orientação orgânica, num ambiente muito campestre. No regresso a NY, o sentimento geral era a de um fim-de-semana bem aproveitado e a vontade de organizar mais destes passeios!
O tempo é que não é elástico e no ritmo que levamos ... não chegam os fins-de-semana!

(to be continued)

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