Friday, September 02, 2011
Wednesday, August 31, 2011
Thursday, October 28, 2010
another Broadway play
Ontem fui ver a peça "O Mercador de Veneza", cujo cabeça de cartaz era nem mais nem menos que ... escreve-se o suspense, com um rufar virtual de tambores ... era nem mais nem menos que ... ... ... Al Pacino!
Enquanto esperava que abrissem as portas do Teatro, fui ouvindo as conversas e apreciando as outras pessoas na fila. E, mais uma vez, dei por mim embrenhada num caleidoscópio de reflexões atabalhoadas sobre a massiva adesão dos nova-iorquinos ao teatro, aos eventos culturais em geral. A idade não parece ser impedimento. Vi uma senhora, nos seus 70 e muitos anos, maybe more, numa cadeira de rodas. O cabelo impecavelmente arranjado, de hair salon. Linda na sua idade, e de aparência tão cuidada. Empurrando e controlando a cadeira de rodas, o marido, curvado pela cifose e pela idade, perguntava onde era a secção para os hearing impaired. Mobilidade reduzida para ela, audição reduzida para ele. Sim, os teatros estão preparados para tudo, para todos. Atrás de mim, na fila, uma outra senhora, a rondar os 70 anos. Estava sozinha. Tinha vindo de L.A., para ver esta peça e passar uns dias em NY, aproveitar os museus, a Ópera, toda a oferta cultural de Manhattan. O que tem L.A. para oferecer, comparando com NY? Celebrities de Hollywood e festas bilionárias, juventude eterna em saltos de 20cm e vestidos curtos, botox e breast implants, louros platinados, a entrega dos Óscares? Bah. A senhora mete-se no avião e vem para NY. Claro que não é só a terceira idade que vem ao teatro ou vai ao MoMA. O público é sempre heterogéneo q.b.. É certo que com o Al Pacino no elenco, engrossam as filas de espera, em toda a sua heterogeneidade. Mas claro que não é só o Al Pacino. Sempre que vou ao teatro, e vou muitas vezes, observo o público, a massiva audiência, e escrevo, em pensamentos, um post parecido com este. A diferença é que desta vez, saiu para o blog.
O Al Pacino brilhou, no seu papel de velho judeu agiota. E à saída, quando o crowd se apinhava por trás das barreiras policiais para pedir autógrafos, foi de uma simpatia inexcedível com os seus fãs. De cada vez que ele estava a entrar no jeep, havia mais alguém que gritava o nome dele, Al Pacino! Mr. Al Pacino! Al Pacino!! E ele voltava atrás, e posava para as fotografias, e assinava, e sorria. E eu, mais uma na multidão, lá consegui umas fotografias. Umas fotografias tortas, enviesadas, poluídas de cabeças e braços que bloqueavam o meu campo de visão, mas ... click-click, flash-flash, Al Pacino! Para mais tarde recordar.
Enquanto esperava que abrissem as portas do Teatro, fui ouvindo as conversas e apreciando as outras pessoas na fila. E, mais uma vez, dei por mim embrenhada num caleidoscópio de reflexões atabalhoadas sobre a massiva adesão dos nova-iorquinos ao teatro, aos eventos culturais em geral. A idade não parece ser impedimento. Vi uma senhora, nos seus 70 e muitos anos, maybe more, numa cadeira de rodas. O cabelo impecavelmente arranjado, de hair salon. Linda na sua idade, e de aparência tão cuidada. Empurrando e controlando a cadeira de rodas, o marido, curvado pela cifose e pela idade, perguntava onde era a secção para os hearing impaired. Mobilidade reduzida para ela, audição reduzida para ele. Sim, os teatros estão preparados para tudo, para todos. Atrás de mim, na fila, uma outra senhora, a rondar os 70 anos. Estava sozinha. Tinha vindo de L.A., para ver esta peça e passar uns dias em NY, aproveitar os museus, a Ópera, toda a oferta cultural de Manhattan. O que tem L.A. para oferecer, comparando com NY? Celebrities de Hollywood e festas bilionárias, juventude eterna em saltos de 20cm e vestidos curtos, botox e breast implants, louros platinados, a entrega dos Óscares? Bah. A senhora mete-se no avião e vem para NY. Claro que não é só a terceira idade que vem ao teatro ou vai ao MoMA. O público é sempre heterogéneo q.b.. É certo que com o Al Pacino no elenco, engrossam as filas de espera, em toda a sua heterogeneidade. Mas claro que não é só o Al Pacino. Sempre que vou ao teatro, e vou muitas vezes, observo o público, a massiva audiência, e escrevo, em pensamentos, um post parecido com este. A diferença é que desta vez, saiu para o blog.
O Al Pacino brilhou, no seu papel de velho judeu agiota. E à saída, quando o crowd se apinhava por trás das barreiras policiais para pedir autógrafos, foi de uma simpatia inexcedível com os seus fãs. De cada vez que ele estava a entrar no jeep, havia mais alguém que gritava o nome dele, Al Pacino! Mr. Al Pacino! Al Pacino!! E ele voltava atrás, e posava para as fotografias, e assinava, e sorria. E eu, mais uma na multidão, lá consegui umas fotografias. Umas fotografias tortas, enviesadas, poluídas de cabeças e braços que bloqueavam o meu campo de visão, mas ... click-click, flash-flash, Al Pacino! Para mais tarde recordar.


Labels: Broadway
Wednesday, May 05, 2010
from Broadway with love
Vou muitas vezes ao teatro em NY. E de todas as peças a que assisti no último ano e pico, Fences merece destaque. Adorei.
Na lista das mais arrebatadoras, divide o topo com A Little Night Music (Catherine Zeta-Jones, Angela Lansbury) e 33 Variations (Jane Fonda, Zach Grenier).
Denzel Washington e Viola Davis extasiaram a audiência. O Denzel Washington, especialmente, tem uma presença imponente em palco e uma naturalidade que permeia todos os movimentos da sua actuação. Para lá do palco, foi muito interessante observar a composição da audiência. Muitos afro-americanos. Uma afluência que raramente vejo na Broadway. Terá sido motivada pela cor de pele do Denzel Washington? Porque a peça retrata os dilemas e dificuldades de uma família afro-americana na América dos anos 50s? Fez-me pensar na questão da participação sócio-cultural num País onde essa questão não deveria ter lugar. Mas a verdade é que há um grande fosso entre a produção e a oferta cultural (teatro, televisão, cinema, revistas, and so on) e o público nova-iorquino (para não dizer americano). A produção e a oferta são predominantemente white, caucasian, ocidental, whatever you want to call it. O facto de eu ter reparado numa audiência diferente reforça a realidade desse fosso. Fez-me pensar. Admito que não estou à altura de elaborar mais sobre o tema porque não consigo traduzir para palavras os pensamentos que se me sinapsaram atabalhoadamente antes e depois da peça. Portanto, fiquemos por aqui. No final, considerei esperar pela saída dos actores para autógrafos e fotografias. Saí do teatro e virei à direita e só vários minutos depois reparei que a saída dos actores se faria pela esquerda do teatro. Too late, os que esperavam formavam uma montanha de gente tão compacta que não consegui ver nada. Não vi, mas ouvi os gritos da histeria colectiva quando saiu o Denzel Washington. ♥


Labels: Broadway
Tuesday, May 04, 2010
Monday, March 15, 2010
a semana que passou, a semana que começa
Na semana passada, México, reuniões. Seguiu-se uma conferência em Tampa, Florida. Não gosto de conferências porque está sempre inerente a obrigatoriedade de networking. Networking, do verbo to network. Blargh. O que eu gosto nas conferências são os eventos. Depois de um dia preenchido por apresentações power-point, muitos apresentadores a botar faladura, painéis de discussão, e muito networking nos coffee-breaks, há sempre um jantar num museu ou num barco ou algo assim interessante. Desta vez, em Tampa, Florida, tivemos jantar no Museum of Fine Arts com direito a um tour privado para ver a exposição sobre Botero. Espectacular. Compensou todo o networking enlatado dos dois dias de conferência. E foi assim que estive fora a semana toda, com regresso a casa na 6a-feira à noite. O fim-de-semana foi curto, curtinho. Mas bem preenchido. Passei a manhã de Sábado no spa. E passei a tarde de Sábado no Walter Kerr Theater, três horas com Catherine Zeta-Jones e Angela Lansbury. A Little Night Music. Fabulous! As duas actrizes e o leading man Alexander Hanson conseguem prender e suster a atenção da audiência durante três horas! Adorei! Foi uma oportunidade única poder ver a Angela Lansbury ao vivo e a cores. Vê-la em palco faz qualquer um duvidar que ela tenha realmente 84 anos. E a Catherine Zeta-Jones também está excelente no mundo Broadway. E depois de um Sábado assim dividido em dois blocos de fare niente, quase adormeci durante o jantar no restaurante japonês. Não tivesse sido a descoberta do tal chá de trigo sarraceno, o jantar seria agora um blur total. No Domingo, tal como no Sábado, estava cá um vendaval em NY ... como se Zeus tivesse dado ordem a Aesolus para fazer os arranha-céus da cidade levantar voo. O meu guarda-chuva preferido foi vitimado pela intempérie. R.I.P., guarda-chuva. Dissuadida pela ventania e pelo cansaço, acabei por passar grande parte de Domingo enfiada em casa. E aqui nos encontramos, eu a escrever e vocês a ler, na inevitável 2a-feira. Ah, Monday, Monday ... O vento continua a fustigar Manhattan, eu continuo cansada.

A Little Night Music
Labels: "Querido diário", Broadway
Thursday, February 04, 2010
under the Brooklyn Bridge
Arthur Miller, um dramaturgo proeminente na história do teatro americano. Morte de um Caixeiro Viajante, nem mais. E, em nota de rodapé, não posso deixar de acrescentar o casamento com Marilyn Monroe. Arthur Miller também escreveu A View from the Bridge, que fui ver ontem. O drama explora o conceito de honra e família no contexto da América dos anos 50s, no micro-mundo da comunidade de imigrantes italianos em Brooklyn. A Scarlett Johansson, lamento informar, não acrescenta nada ao desenrolar do drama em palco. Agora, o Liev Schreiber ... brilhante! Completamente imbuído do personagem que representa. Uma presença em palco intensa. Se eu pudesse influenciar a atribuição dos Tony Awards, ele recebia o Tony para Best Performance by a Leading Actor in a Play. Liev Schreiber é a alma desta temporada de A View from the Bridge na Broadway.

Labels: Broadway
Thursday, January 28, 2010
Time Stands Still
Quando eu comentei que a peça de ontem não aqueceu nem arrefeceu, não foi pelo tema subjacente ao drama que se desenrolava em palco. Aliás, o que eu gostei na peça foi precisamente o tema de fundo. A parte mais visível do drama era o regresso a casa de dois jornalistas de guerra, o regresso ao quotidiano em NY. O rame-rame vai minando a relação do casal. Ele vai-se adaptando ao conforto de que agora usufrui mas ela só pensa em regressar aos Darfurs, Iraques, Chades, tsunamis, Haitis do mundo. O que não aqueceu nem arrefeceu foi o desenvolvimento do drama subjacente. O tema era este, sem tirar nem pôr. Hoje recebi este filme por e-mail e achei extraordinária a coincidência com a peça de ontem. O filme fala mais alto.
Labels: Broadway
Wednesday, January 27, 2010
now on Broadway
Time Stands Still não aqueceu nem arrefeceu. Na próxima semana espero regressar mais inspirada da peça A View from the Bridge, com Liev Schreiber e Scarlett Johansson.Labels: Broadway
Monday, September 28, 2009
Wednesday, September 23, 2009
Something Is Rotten in the State of Denmark
O meu primeiro Shakespeare. Hamlet. Hamlet representado por Jude Law. Muito bom. Não sei se os críticos concordam comigo nem hei-de saber, mas eu vi um actor completamente entregue a Hamlet. Jude Law não vacilou nem um segundo, representou Hamlet com uma garra implacável e uma entrega arrebatadora. Jude Law foi Hamlet, em toda a sua loucura e cerebralidade.
E no fim, à saída do Teatro, esvaído e cansado, ainda teve energia para sessão de autógrafos. E para aguentar com os flashes de todas as máquinas fotográficas apontadas a si. Rendi-me ao conceito memorabilia e coleccionei fotografia e autógrafo, para marcar a minha primeira peça de Shakespeare.

Labels: Broadway
Monday, April 20, 2009
live from Broadway
Nunca tinha feito uma espera aos actores. Ontem, vim embora com os autógrafos do James Gandolfini, do Jeff Daniels e da Marcia Gay Harden, e com fotografias de todos na minha máquina fotográfica. Very Broadway!
"God of Carnage" Labels: Broadway, foto minha, mosaico, Photo
Friday, April 17, 2009
Broadway 2009
Tenho ido mais vezes ao teatro do que ao cinema. A oferta é ampla, vastíssima.
Nunca tinha feito uma espera aos actores. Ontem, vim embora com os autógrafos do James Gandolfini, do Jeff Daniels e da Marcia Gay Harden, e com fotografias de todos na minha máquina fotográfica. Very Broadway!
Labels: Broadway


























